Definições e mais definições só servem pra tirar a característica fundamental das coisas.
Pra que tentar definir com palavras os sentimentos?
Pra que ficar falando de coisas que não podem ser traduzidas, só vividas e sentidas?
Pra que estragar a surpresa de quem vai experimentar? De quem começa a descobrir o mundo?
Deixe que os curiosos possam ter o prazer de sentir, de se confundir, de conhecer, de elaborar suas próprias teorias e guardá-las para si, para que muitos outros tenham a chance de fazer o mesmo.
O prazer da vida está no constante espanto com as descobertas diárias.
Quem sou eu
- Ana Santos
- Alguém que decidiu escrever para não precisar falar...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Diário de bordo - parte I
Bom, esse semestre vim fazer intercâmbio em Coimbra, sabe como é, primeira viagem sozinha, ficar muito tempo longe... Deixei a família apreensiva e prometi dar notícias, notícias para aqueles que se preocupam e querem partilhar todos os detalhes, sabe? Então comecei a escrever um diário de bordo, que enviava com uma certa periodicidade, mas aí acabei pega pela correria dos dias universitários e dei uma parada. Pretendo voltar, e acho que essas publicações podem servir de incentivo, então, tá aí...
Vou atualizá-los, como o prometido.
Quando entrei qdo entrei no avião fiquei beem decepcionada, lugar pequeno e nem era na janela. Ao meu lado tinha um cidadão que hablava castellano, o sortudo da janela, como ficou conhecido por mim. Foi estranho a decolagem do avião, mas isso porque eu ainda não tinha passado pela experiência do pouso...rs Durante o vôo comi demais, primeiro teve a janta: Pollo ou Pasta? Arrisquei no frango, que parecia um nuggets gigante, mas estava mto bom, ainda tinha um pãozinho integral e manteiga e polenguinho. A sobremesa era aquele negócio estranho que é amarelo e vermelho e parec meio gelatinoso, sabe? nunca tive coragem de experimentar, não ia ser no avião, né? Mais tarde, depois de uma cochilada, começaram os filmes, primeiro, Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme, que eu já havia assistido numa das minhas tardes livres depois do estágio...Cochilei mais um pouco e acordei perto do final do filme. Em seguida passou um outro cujo nome eu não faço idéia, mas era bem engraçadinho, ok, não entendi tudo - era em inglês e sem legenda - mas deu para dar boas risadas (o filme conta a história de uma menina que era suuper zuada no colégio por uma tal de JJ e quando parece que superou tudo, volta a sua cidade natal para o casamento do irmão e descobre que sua arqui-inimiga será sua cunhada. Primeiro ela quer um pedido de desculpas, depois quer desmascará-la...e assim vai...). Voltei a cochilar e acordei na hora certa de ganha um Kit Kat...hum delicia! rsrs
De manhã serviram um croissant com queijo e presunto, suco, chocolate, café e uma saladinha de frutas beeem sem vergonha, que só tinha melão e mamão - detalhe que eles dizem que a mudança de pressão pode causar desconfortos intestinais e vão dão logo mamão?! vai entender... -, depois as horas finais, mais duas horas e estaria em Madrid.
Como já citei, o pouso foi bem desconfortável, tem momento em que parece que o avião estã em queda livre..dá aquele friozinho na barriga, senti uma pressão no peito e na cabeça também...não legal.
Em Madrid...nossa, como aquele aeroporto é gigante! Levei quase uma hora pra chegar no poertão de embarque.Muitas esteiras e tem que pegar até um metro dento do aeroporto mesmo pra chegar no portão de embarque. Por sorte não tive que levar a bagagem -só a de mão- , pesada do jeito que estava não ia dar certo...rs Ah... o esquem do vinho não rolou...mas dormi do mesmo jeito. E quanto ao banheiro, só fui pra pegar papel higiênico, pq o ar do avião atacou minha rinite, ai já viu...inclusive, meu nariz está tooodo assado.
Embarquei e adivinha? meu assento não era na janela e pra completar, era na frente do assento da saida de emergência, ou seja, o banco não reclina..... Tudo bem, estava tão cansada que nem sei como o avião decolou. Acordei um pouco antes de passar um suquinho com um saquinho de mix de castanhas...como vocês podem reparar, meu instinto de acordar com a comida persiste. rsrs
Nossaaaaa..... se o pouso do outro avião foi difícil, esse nem se fala! Ele ia virando de um lado pro outro..me deixou enjoada. Mas a vista.... linda! as nuvens pareciam almofadas, não dava pra enxergar nada a baixo...quando começamos a descer, dava pra ver as sombras delas no mar =) e depois, a cidade começou a aparecer... muito bonito, quase perfeito, não fosse os semi-loopings que o piloto estava dando com o avião..
Cheguei em Lisboa e foi muito mais fácil que Madrid, peguei as malas, coloquei no carrinho e parei na lanchonete pra comer uma coisinha (vocês devem estar pensando: comer mais?! mas atente para o detalhe que aqui já é meio dia aqui..rs)
Peguei um taxi e fui para a estação Combio Oriente, que tem ônibus, trem e outras coisinhas...O sr taxista foi muito simpático, mas não simpático do tipo, que você vai fazer mais tarde, sabe? Cheguei na bilheteria e tinha um comboio que saia para Coimbra em três minutos...sai feito uma louca e consegui pegá-lo. Uma espanhola me ajudou a subir a mala no trem, muito simpática também, mas minha mala ficou no meio do corredor, não tinha espaço nas laterais, onde cabem malas maiores, e em cima não dava pra pôr. Cheguei em Coimbra depois de 2 horas e quase cai dentro do trem, minha mala virou... pra descer do vagão um rapaz me ajudou com a mala, também sem segundas intenções, no máximo de agilizar o desembarque... Agora essa parte é triste: Ainda tinha que pegar um outro comboio para o centro da cidade e quando fui atravessar tinha um rampinha e não consegui puxar a mala, mas ela conseguiu me puxar ...cai com tudo...meu joelho está meio zuadinho.. Percebi umas meninas cachoando de mim dentro do comboio, mas resolvi ignorá-las. NO centro de Coimbra Liguei para Joana, a portuguesa que mora aqui com a mari e que ficou de me entregar a chave do apê e do quarto. Peguei um outro taxi e finaklamente, após 5euros e 85, cheguei no apê.
A Joana é uma graça, me mostrou tudo e se disponibilizou para ajudar em qualquer coisa, até me ofereceu uma jantinha agora a pouco...Ela faz medicina e está estudando para uma prova de amanhã...sábado, dá pra acreditar??rsrs
A Mari deixou bilhetinhos de boas vindas para mim, com algumas dicas e dizendo que volta dia 1/02.
Até agora está tudo bem, mas está beeem frio. O apê é jeitosinho, o quarto é bem legal, mas aqui em Portugal, calefação - é assim que se escreve? - não é usual, então o frio entra por todos os lados...
Vou tentar dar uma voltinha por aqui...
Até o próximo capítulo...rsrs
Vou atualizá-los, como o prometido.
Quando entrei qdo entrei no avião fiquei beem decepcionada, lugar pequeno e nem era na janela. Ao meu lado tinha um cidadão que hablava castellano, o sortudo da janela, como ficou conhecido por mim. Foi estranho a decolagem do avião, mas isso porque eu ainda não tinha passado pela experiência do pouso...rs Durante o vôo comi demais, primeiro teve a janta: Pollo ou Pasta? Arrisquei no frango, que parecia um nuggets gigante, mas estava mto bom, ainda tinha um pãozinho integral e manteiga e polenguinho. A sobremesa era aquele negócio estranho que é amarelo e vermelho e parec meio gelatinoso, sabe? nunca tive coragem de experimentar, não ia ser no avião, né? Mais tarde, depois de uma cochilada, começaram os filmes, primeiro, Wall Street, o Dinheiro Nunca Dorme, que eu já havia assistido numa das minhas tardes livres depois do estágio...Cochilei mais um pouco e acordei perto do final do filme. Em seguida passou um outro cujo nome eu não faço idéia, mas era bem engraçadinho, ok, não entendi tudo - era em inglês e sem legenda - mas deu para dar boas risadas (o filme conta a história de uma menina que era suuper zuada no colégio por uma tal de JJ e quando parece que superou tudo, volta a sua cidade natal para o casamento do irmão e descobre que sua arqui-inimiga será sua cunhada. Primeiro ela quer um pedido de desculpas, depois quer desmascará-la...e assim vai...). Voltei a cochilar e acordei na hora certa de ganha um Kit Kat...hum delicia! rsrs
De manhã serviram um croissant com queijo e presunto, suco, chocolate, café e uma saladinha de frutas beeem sem vergonha, que só tinha melão e mamão - detalhe que eles dizem que a mudança de pressão pode causar desconfortos intestinais e vão dão logo mamão?! vai entender... -, depois as horas finais, mais duas horas e estaria em Madrid.
Como já citei, o pouso foi bem desconfortável, tem momento em que parece que o avião estã em queda livre..dá aquele friozinho na barriga, senti uma pressão no peito e na cabeça também...não legal.
Em Madrid...nossa, como aquele aeroporto é gigante! Levei quase uma hora pra chegar no poertão de embarque.Muitas esteiras e tem que pegar até um metro dento do aeroporto mesmo pra chegar no portão de embarque. Por sorte não tive que levar a bagagem -só a de mão- , pesada do jeito que estava não ia dar certo...rs Ah... o esquem do vinho não rolou...mas dormi do mesmo jeito. E quanto ao banheiro, só fui pra pegar papel higiênico, pq o ar do avião atacou minha rinite, ai já viu...inclusive, meu nariz está tooodo assado.
Embarquei e adivinha? meu assento não era na janela e pra completar, era na frente do assento da saida de emergência, ou seja, o banco não reclina..... Tudo bem, estava tão cansada que nem sei como o avião decolou. Acordei um pouco antes de passar um suquinho com um saquinho de mix de castanhas...como vocês podem reparar, meu instinto de acordar com a comida persiste. rsrs
Nossaaaaa..... se o pouso do outro avião foi difícil, esse nem se fala! Ele ia virando de um lado pro outro..me deixou enjoada. Mas a vista.... linda! as nuvens pareciam almofadas, não dava pra enxergar nada a baixo...quando começamos a descer, dava pra ver as sombras delas no mar =) e depois, a cidade começou a aparecer... muito bonito, quase perfeito, não fosse os semi-loopings que o piloto estava dando com o avião..
Cheguei em Lisboa e foi muito mais fácil que Madrid, peguei as malas, coloquei no carrinho e parei na lanchonete pra comer uma coisinha (vocês devem estar pensando: comer mais?! mas atente para o detalhe que aqui já é meio dia aqui..rs)
Peguei um taxi e fui para a estação Combio Oriente, que tem ônibus, trem e outras coisinhas...O sr taxista foi muito simpático, mas não simpático do tipo, que você vai fazer mais tarde, sabe? Cheguei na bilheteria e tinha um comboio que saia para Coimbra em três minutos...sai feito uma louca e consegui pegá-lo. Uma espanhola me ajudou a subir a mala no trem, muito simpática também, mas minha mala ficou no meio do corredor, não tinha espaço nas laterais, onde cabem malas maiores, e em cima não dava pra pôr. Cheguei em Coimbra depois de 2 horas e quase cai dentro do trem, minha mala virou... pra descer do vagão um rapaz me ajudou com a mala, também sem segundas intenções, no máximo de agilizar o desembarque... Agora essa parte é triste: Ainda tinha que pegar um outro comboio para o centro da cidade e quando fui atravessar tinha um rampinha e não consegui puxar a mala, mas ela conseguiu me puxar ...cai com tudo...meu joelho está meio zuadinho.. Percebi umas meninas cachoando de mim dentro do comboio, mas resolvi ignorá-las. NO centro de Coimbra Liguei para Joana, a portuguesa que mora aqui com a mari e que ficou de me entregar a chave do apê e do quarto. Peguei um outro taxi e finaklamente, após 5euros e 85, cheguei no apê.
A Joana é uma graça, me mostrou tudo e se disponibilizou para ajudar em qualquer coisa, até me ofereceu uma jantinha agora a pouco...Ela faz medicina e está estudando para uma prova de amanhã...sábado, dá pra acreditar??rsrs
A Mari deixou bilhetinhos de boas vindas para mim, com algumas dicas e dizendo que volta dia 1/02.
Até agora está tudo bem, mas está beeem frio. O apê é jeitosinho, o quarto é bem legal, mas aqui em Portugal, calefação - é assim que se escreve? - não é usual, então o frio entra por todos os lados...
Vou tentar dar uma voltinha por aqui...
Até o próximo capítulo...rsrs
Descoberta
Às vezes, quando buscamos novos caminhos, acabamos por nos perder, entramos em ruas erradas, buscamos retornos que não nos levam de volta, porque nem sempre há como voltar, mas o mais importante é termos em mente onde queremos chegar.
Não importa se não sabemos quem somos, cada um tem seu tempo de descobrir, o que faz a diferença é sabermos quem não queremos ser, a partir daí, não digo que as coisas fiquem mais fáceis, mas nos sentiremos mais livres para experimentar.
Não importa se não sabemos quem somos, cada um tem seu tempo de descobrir, o que faz a diferença é sabermos quem não queremos ser, a partir daí, não digo que as coisas fiquem mais fáceis, mas nos sentiremos mais livres para experimentar.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Reflexões sobre o amor
Acho engraçado a facilidade que as pessoas têm de se envolver e amar umas às outras... não estou falando do amor em Cristo, que é um dever de todo cristão, mas aquele amor entre homem e mulher, namorados, por exemplo... Começam hoje, amam amanhã, e depois, esquecem que já amaram e partem para a próxima...
Quantos amores inesquecíveis você já teve e esqueceu? E quantos amores eternos que acabaram? Quantas juras, que hoje são pra sempre e amanhã perdem o sentido, você já fez?
Vinicius de Moraes, no Soneto da Fidelidade diz: "...que seja infinito enquanto dure". Sempre tive uma dificuldade enorme em entender como alguma coisa que vai acabar pode ser infinita. Hoje entendo como: aproveite ao máximo, como se fosse durar para sempre, mesmo que no fim não dure. Mas quanto sofrimento isso pode trazer a alguém? Mergulhar de cabeça numa piscina vazia... Enquanto estamos em queda livre a sensação é boa, parece que podemos voar, mas isso não diminui a dor de quando batemos no fundo, muito pelo contrário, quanto mais alto se sobe, pior a queda.
Qual seria a solução, então? Não amar?
Talvez, as cicatrizes que os amores findos nos deixam façam parte de uma bela colcha de patwork que repousará sobre nossa cama quando não tivermos mais forças para levantar.
Dizem que é melhor se arrepender dos amores vividos do que dos reprimidos...
Quantos amores inesquecíveis você já teve e esqueceu? E quantos amores eternos que acabaram? Quantas juras, que hoje são pra sempre e amanhã perdem o sentido, você já fez?
Vinicius de Moraes, no Soneto da Fidelidade diz: "...que seja infinito enquanto dure". Sempre tive uma dificuldade enorme em entender como alguma coisa que vai acabar pode ser infinita. Hoje entendo como: aproveite ao máximo, como se fosse durar para sempre, mesmo que no fim não dure. Mas quanto sofrimento isso pode trazer a alguém? Mergulhar de cabeça numa piscina vazia... Enquanto estamos em queda livre a sensação é boa, parece que podemos voar, mas isso não diminui a dor de quando batemos no fundo, muito pelo contrário, quanto mais alto se sobe, pior a queda.
Qual seria a solução, então? Não amar?
Talvez, as cicatrizes que os amores findos nos deixam façam parte de uma bela colcha de patwork que repousará sobre nossa cama quando não tivermos mais forças para levantar.
Dizem que é melhor se arrepender dos amores vividos do que dos reprimidos...
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